Curitiba - O advogado Elias Mattar Assad, que representa a família de Gilmar Rafael Yared, um dos mortos no acidente de carro envolvendo o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, protocolou ontem na Prefeitura de Curitiba um pedido de abertura de processo para apurar supostas omissões em dados repassados pela empresa Consilux à perícia extrajudicial sobre o acidente. Assad solicitou à Urbs informações sobre os radares instalados na região onde o acidente ocorreu. Os dados foram entregues à Urbs pela empresa Consilux, que gerencia os radares da cidade, e serviram de base à perícia extrajudicial, que foi encomendada pela família de Yared.
Assad disse que a ausência de informações foi sentida depois que a Consilux contestou a perícia extrajudicial. ''Ela (Consilux) tinha que ter informado tudo. Não fizemos laudo mentiroso ou falso, mas a falta de informação não permitiu que a perícia fosse exata. Acho grave porque não sei se houve uma tentativa de indução ao erro, proposital ou não'', argumenta ele. O advogado não deu detalhes ao ser questionado sobre qual efeito a suposta omissão de dados teria tido na conclusão da perícia, mas salientou que o técnico de Porto Alegre que assina o material, Walter Kauffmann Neto, estará em Curitiba na próxima semana para falar sobre o assunto.
A perícia extrajudicial chegou a ser acrescentada ao material investigativo oficial. A Prefeitura de Curitiba e a Urbs informaram ontem, via assessoria de imprensa, que ainda não tomaram conhecimento oficial do pedido do advogado.
Na madrugada do dia 7 de maio o veículo dirigido por Carli Filho atingiu o carro onde estavam Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida, que morreram no local. Carli Filho dirigia com carteira de habilitação suspensa e tinha consumido bebida alcoólica. Testemunhas também falam que ele conduzia seu carro em alta velocidade. Cálculos da perícia extrajudicial apontam que a velocidade estaria entre 174 km/h a 191 km/h.

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