Advogado pretende anular concurso em Campo Largo
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segunda-feira, 08 de abril de 2002
Maria Duarte Equipe da Folha 
Curitiba - O advogado Paulo Sérgio Rosso, de Campo Largo, quer que o Ministério Público (MP) estadual investigue supostas irregularidades no concurso público para advogado da Companhia Campolarguense de Eletricidade (Cocel). Rosso encaminhou à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público representação onde relata que os dois aprovados em primeiro lugar no concurso (ambos alcançaram nota máxima) já trabalhavam na empresa de energia, vinculada à Prefeitura de Campo Largo.
O advogado pediu providências também ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O TCE anunciou ontem que deu prazo de dez dias para que a Prefeitura de Campo Largo preste informações a respeito do concurso.
Não vou acusar sem provas, mas pedi providências ao Ministério Público. Descobri que os dois primeiros colocados já trabalhavam na empresa. Rosso disse ainda que era exigido dez anos de experiência na administração pública.
Ambos os candidatos são recém-formados, nascidos em 1977, de modo que não teriam como comprovar o exercício de dez anos na Administração Pública, a não ser que tenham trabalhado ininterruptamente desde os 15 anos, reclamou o advogado.
O diretor da Cocel e presidente da comissão do concurso, Celso Vedolin Teixeira, foi procurado pela Folha para dar sua versão do fato, mas não retornou os recados deixados pela reportagem.
Na representação enviada por Rosso ao MP, o advogado cita que Teixeira afirmou a ele que a comissão entendia que o concurso foi isento de quaisquer irregularidades.
O prefeito de Campo Largo, Affonso Portugal Guimarães, também foi procurado, mas não foi encontrado. A Câmara Municipal de Campo Largo instalou há cerca de duas semanas uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar o caso.


