Um dos advogados do deputado José Janene (PP), Adolfo Góis, afirmou ontem, após a abertura dos malotes, que aguarda para hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento do pedido de liminar pela devolução dos documentos que digam respeito apenas ao parlamentar.
Esta já é a terceira investida da defesa do ex-líder do PP no Congresso, no STF, contra a ''Operação Lavaduto'', que gerou os nove mandados de busca e apreensão no escritório de Janene e na residência de assessores dele. Nas duas vezes anteriores, foram negados pedidos de suspensão da operação e de abertura dos malotes.
''Queremos que os documentos (de Janene) sejam devolvidos ao deputado porque não há autorização legal para serem apreendidos. É uma questão de direito se ele não é o investigado, por que deixar esse material lá?'', questiona.
Góis destacou que acredita ''na lisura do delegado que preside o inquérito tanto que poderíamos acompanhar a triagem dos documentos, mas deixamos a critério dele: acreditamos que não haverá irregularidade no manuseio''.
O advogado reforçou ainda que a esposa de Janene, Stael Fernanda, e os assessores Meheidin Hussein Jenani e Rosa Alice Valente estão dispostos a colaborar com a PF, ''se precisarem ou não de intimação a depor''. ''Desde o início não se criou qualquer tipo de obstáculo às investigações, mesmo porque não têm nada a temer com elas.''
O delegado Gerson Machado não só confirmou a posição adotada, como a agradeceu em nome da agilidade nas apurações: ''Pedi prioridade na pauta cartorária para poder agilizar o processo, mas o advogado falou que é só chamarmos, que eles vêm depor. Se querem contribuir, ótimo''. (J.G.)

mockup