Advogado nega uso de força na desocupação
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O advogado da família de José Janene, Adolfo Góes, afirmou que ''em nenhum momento os funcionários da fazenda fizeram uso de força ou ameaças para forçar a saída das famílias de agricultores que ocupavam a fazenda''. Ele alegou que o funcionário flagrado armado teria acabado de recolher o revólver numa barraca dos agricultores e pretendia entregá-lo à Polícia.
Góes rebateu também a versão de que um caminhão teria levado seguranças armados logo pela manhã até a propriedade. Segundo o advogado, a família do deputado tem uma outra fazenda distante cerca de três quilômetros da área invadida e ''é normal o deslocamento de funcionários de uma propriedade para outra''. ''Não há nada de ilegal nisso'', emendou.
O advogado disse que a saída dos agricultores teria sido uma iniciativa do próprio movimento e que em nenhum momento os funcionários da fazenda teriam intimidado ou ameaçado as famílias. Ele observou que a família do deputado aguardava o cumprimento da liminar de reintegração de posse. Góes antecipou que se integrantes do MST voltassem a ameaçar invadir a propriedade, ele deve ingressar com um pedido de interdito proibitório da fazenda.


