Advogado nega envolvimento de Servo em 'jogos proibidos'
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quarta-feira, 06 de junho de 2007
João Naves<br>Agência Estado 
Campo Grande - A Polícia Federal já ouviu os 79 presos durante a Operação Xeque-Mate realizada em seis Estados. O último a depor foi o empresário e ex-deputado paranaense Nilton Cezar Servo, acusado de ser o chefe de cinco grupos que compõem a máfia dos caça-níqueis. Segundo o advogado Omar Rasslan, o acusado não participa de jogos proibidos desde 1999 quando teve início ''a caça às máquinas de bingos'' consideradas ilegais. Rasslan afirmou que Servo está ''politicamente falido'' e que desconhece qualquer intimidade de seu cliente com o presidente Luiz Ignácio Lula da Silva. ''O que o Servo falou do Lula é o que está na imprensa.''
O advogado disse ainda que Servo está vivendo das empresas da família que são duas fazendas de criação de gado e uma empresa de turismo em Bonito, no Pantanal do Mato Grosso do Sul. Uma das fazendas situadas em Goiás com 30 mil hectares está sendo desapropriada pelo Incra visando o restabelecimento de uma antiga área de quilombola, beneficiando os descendentes de escravos que habitam a região. A outra fazenda, segundo o advogado, localizada em Brasília, está produzindo normalmente.


