Advogado nega crime e descarta afastamento de vereador
A Folha conversou por telefone com o presidente da Câmara de Vereadores de Maringá, João Alves Correia (PMDB), mas ele não quis comentar o assunto - deixou a tarefa para o procurador jurídico da Casa, Orwille Moribe.
De acordo com o procurador, tão logo venha a notificação da decisão da 4 Vara Criminal, a defesa vai argumentar que não há provas de eventual crime de falsidade ideológica cometido pelo parlamentar. ''A empresa nos entregou a mercadoria na data de 17 de fevereiro, mas os representantes dela afirmaram recentemente, no processo, que o fizeram apenas em março - mas emitiram nota de fevereiro'', disse, para completar: ''Nossa comissão de licitação abriu só uma das caixas na ocasião, mas, na realidade, entendemos que a empresa fez uma simulação da entrega para que pudesse receber o dinheiro antecipado e retirar as mercadorias da fábrica. Se a Promotoria não tivesse levantado junto às fontes, nem nós saberíamos disso'', afirmou.
O procurador alega que, ''para a Câmara, não haveria vantagem alguma em receber os equipamentos dia 17 ou dia 31''. Ao mesmo tempo, deixa novamente para a Informar a explicação sobre as datas das notas questionadas na ação criminal. ''O que eles haviam feito era a entrega dos materiais no dia 17, e a retirada poucos dias depois, com a devolução, para instalação de softwares. Se deram outra data para a Justiça, que expliquem'', eximiu-se. Conforme Moribe, Alvez permanece à frente da Presidência até que o recurso contra a decisão seja julgado.
A Folha tentou contato com o proprietário da Informar, José Wanderley Domingues, mas ele não foi localizado para comentar o assunto nas vezes em que a reportagem ligou para a empresa. Ontem, um funcionário da Informar alegou que não tinha autorização da advogada de Domingues para passar um contato dela. (J.G.)





