Advogado insinua que houve armadilha para seu cliente
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sábado, 10 de setembro de 2005
Das agências 
São Paulo - O advogado José Roberto Leal, um dos defensores do ex-prefeito Paulo Maluf, insinuou que a prisão de Paulo Maluf e Flávio teria sido um evento combinado entre a PF, o Ministério Público e o doleiro Vivaldo Alves. ''Foi feita uma armadilha, praticaram uma extorsão com o meu cliente'', afirmou Leal sem citar nominalmente o doleiro Birigui. ''Uma armadilha com apoio da Polícia e do Ministério Público, que conseguiram fundamentar elementos para que a Justiça aceitasse o pedido de prisão'', afirmou.
A assessoria de imprensa do ex-prefeito divulgou nota ontem na qual afirma que a prisão não tem ''fundamento jurídico'' e será contestada em instância superior da Justiça Federal. ''A prisão preventiva de Paulo Maluf é apenas uma cortina de fumaça para desviar a atenção dos fatos graves que ocorrem atualmente em Brasília'', diz a nota.
Em entrevista em frente à sede da Polícia Federal, o advogado da família Maluf, Ricardo Tosto, afirmou que sua equipe já esperava a prisão do ex-prefeito há cerca de duas semanas. ''A gente já achava isso porque havia uma grande pressão da opinião pública e da própria Polícia Federal'', revelou Tosto. O advogado aproveitou para criticar a forma como foi feita a prisão de Flávio Maluf, presidente da Eucatex e filho de Paulo Maluf. ''A entrega do Flávio foi combinada com a polícia, não havia sentido no uso das algemas'', desabafou. ''Esse é tipo de violência que não tem sentido e acaba desprestigiando a Justiça''.
O advogado também rebateu as acusações de que Flávio Maluf teria feito ameaças ao doleiro Vivaldo Alves, o Birigiu. ''Ocorreram conversas entre os dois, mas não houve ameaças'', disse Tosto. O advogado contou ainda que a entrega espontânea de Paulo Maluf e Flávio à Polícia Federal teve como objetivo descartar qualquer tentativa de fuga.


