Advogado ingressa com habeas-corpus
Gilse Guedes
Agência Estado
De Brasília
Os advogados do ex-deputado Hildebrando Pascoal decidiram ingressar com um pedido de habeas-corpus para tentar libertá-lo, caso a Justiça Federal prorrogue a prisão temporária decretada há cerca de uma semana.
Hildebrando está preso no Batalhão de Operações Especiais (BOPE) em Brasília, desde a madrugada de quinta-feira, depois que a Justiça determinou a prisão por 30 dias, que pode ser extendida por mais 30 dias.
Ele vai ficar preso durante um mês para mostrar que respeitamos a Justiça e que ele é inocente, disse Pedro Calmon um de seus advogados. Mas não vamos aceitar que esta medida seja prorrogada.
Calmon confirmou que vai entrar com uma ação contra a União pedindo uma indenização por danos morais, alegando que o ex-parlamentar foi acusado por procuradores e parlamentares sem que houvesse provas.
Ele e seu colega Eria Varela estão reunindo material para processar ainda os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara, entre os quais Moroni Torgan (PFL-CE) e Robson Tuma.
A comissão apurou denúncias de envolvimento do ex-deputado, que foi cassado pela Câmara na semana passada por falta de decoro parlamentar, com o tráfico de drogas e com dezenas de assassinatos no Acre.
Os advogados estudavam a possibilidade de entrar com um habeas-corpus para libertar o ex-deputado logo após o anúncio da prisão. Um dia depois, eles voltaram atrás da decisão para mostrar que Hildebrando Pascoal é vítima de um processo político. Para os advogados, a Justiça não conseguirá reunir provas contra Hildebrando e não terá tempo suficiente para concluir um processo judicial.
Temos certeza de que não vão comprovar nenhuma daquelas acusações fantasiosas. Se ele matou, queremos saber da Justiça, como, quando e o porquê, afirmou Calmon. O pedido de prisão cautelar, concedido pela Justiça Federal do Acre, foi arbitrário e ilegal, segundo sua avaliação. Prender um suspeito não tem fundamento jurídico.





