Advogado garante que família não vai impedir exumação
O advogado Cláudio Melo Colaço, que representa a família do ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário de Estado do Esporte e Turismo, Osvaldo Magalhães dos Santos, garantiu que a família não tentará impedir na Justiça a exumação do corpo do ex-diretor. Osvaldinho, como era conhecido, morreu em um acidente de carro no dia 7 de setembro de 1998.
A exumação foi pedida pelos deputados que integram a CPI do Banestado após constatarem que o corpo de Osvaldinho não passou por nenhum processo de identificação válido antes de seu funeral. O ex-diretor é acusado pelo Ministério Público estadual de causar um prejuízo de pelo menos R$ 400 milhões ao Banestado devido à concessão de empréstimos sem garantias. O presidente da CPI, Neivo Beraldin (PDT), sustenta que esse rombo pode ter chegado a R$ 600 milhões.
Segundo o advogado da família de Osvaldinho, a família não pretende apresentar entraves à exumação do corpo. ''A família não tem a mínima dúvida sobre o fato de que o corpo é de fato do ex-secretário. Mas assim como nas investigações realizadas anteriormente a respeito das operações com o Banestado, a família está disposta a contribuir para que o episódio termine rapidamente'', afirmou Colaço.
A suspeita de que o corpo encontrado no local do acidente não fosse de Osvaldinho aumentou entre os deputados da CPI após a divulgação do boato de que um funcionário da chácara de Osvaldinho teria desaparecido na mesma época do acidente. ''Isso é bobagem. O funcionário de fato não trabalha mais para a família, mas está trabalhando em uma chácara de outro propietário na região'', explicou o advogado. (R.S.)





