O advogado João dos Santos Gomes Filho reafirmou ontem que o empresário e doleiro londrinense Alberto Youssef irá se apresentar à Polícia. O mandado de prisão contra Youssef foi expedido quinta-feira pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Ribas, depois que o Tribunal de Justiça (TJ) negou o habeas corpus para doleiro. Ele é acusado de movimentar R$ 120 mil desviados da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA).
João Gomes lembrou que obteve uma peça judicial garantindo o direito de Youssef se apresentar até amanhã, sem que seja considerado foragido. O advogado disse ainda que está sendo seguido e reclamou do ‘‘circo’’ montado em torno de Youssef. ‘‘Parece que o circo aqui é muito grande, tem polícia andando atrás de mim, pode até ser funcionário do Ministério Público’’, ironizou. O advogado alegou que não conversou com Youssef, mas orientou a família para que ele se apresente. ‘‘Quanto mais depressa ele se apresentar, mais depressa eu tiro ele da cadeia’’, desafiou.
Amanhã, João dos Santos Gomes Filho pretende ingressar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com um pedido de habeas corpus substitutivo. Ele adiantou que vai embasar seu pedido na súmula 122 do STJ, que trata da conexão de crimes federais e estaduais. De acordo com o advogado, em casos de crimes conexos prevalece a esfera federal. Ele disse ainda que Youssef é acusado de crime contra o sistema financeiro e a competência para julgar esse delito seria da justiça federal. ‘‘Não vai sobrar preda sobre pedra’’, alegou.
João Gomes também comparou o processo de Youssef à tramitação das ações contra o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati (sem partido), que também teve sua prisão solicitada pelo Ministério Público. ‘‘Por que o habeas corpus de Youssef foi processado em três meses e a ação do prefeito está parada há 10 meses e ainda não tem parecer da Procuradoria Geral da República?’’ - questionou. O advogado afirmou ainda que Youssef devolverá R$ 120 mil à prefeitura se provarem que ele é culpado.

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