Um dos principais réus do escândalo do mensalão e homem-forte do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) depois de um breve ostracismo está de volta ao noticiário político. Apresentando-se agora como ‘‘advogado e consultor internacional’’ ele percorre o país para dar palestras ao empresariado.
  Na semana passada Dirceu esteve em Cruzeiro do Oeste, cidade paranaense cujo prefeito e pré-candidato a deputado federal é o seu filho Zeca Dirceu. Antes de falar com empresários, o ex-ministro comparou Lula (PT) com o antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e apesar de negar que será o coordenador da campanha da candidata do PT à Presidência – a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) – já sinalizou que o partido fará ações específicas na região Sul e no estado de São Paulo. A meta, segundo ele, é combater a rejeição sofrida pelo PT nas duas últimas eleições presidenciais nessas regiões.
  Dirceu foi citado ainda em reportagem da ‘‘Folha de S.Paulo’’ de ter recebido
R$ 620 mil para fazer lobby para que uma empresa de fibras ópticas fornecesse o material à estatal Telebrás. Como no caso do mensalão, o ex-ministro negou o fato.

● É o nome dado à maior crise política sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005/2006. Refere-se a uma suposta ‘‘mesada’’ paga a deputados para votarem a favor de projetos de interesse do Poder Executivo


● Era uma forma de punição política empregada inicialmente pelos atenienses na luta contra a tirania. Significava a expulsão política e o exílio por um tempo de 10 anos

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