Advogado é condenado a cinco anos de prisão
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quarta-feira, 05 de abril de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O advogado Roberto Bertholdo, preso preventivamente há cinco meses em Curitiba pela acusação de grampear os telefones do juiz da 2 Vara Federal Criminal de Curitiba, Sérgio Moro, foi condenado ontem pelo crime. O juiz federal substituto da 2 Vara Federal Criminal de Curitiba, Gueverson Farias, sentenciou Bertholdo a cumprir cinco anos e três meses de prisão em regime semi-aberto. Além da pena, o advogado foi condenado a pagar uma multa de cerca de R$ 576 mil.
A denúncia contra Bertholdo ex-assessor do PMDB e ex-integrante do Conselho de Administração da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional foi proposta pelo Ministério Público (MP) Federal que, por meio de nota, informou que não ficou satisfeito com a pena, que considerou ''baixa'', e por isso pretende apelar para aumentar a sentença. Por parte de Bertholdo também cabe recurso à decisão. O regime semi-aberto estipulado na pena é a prisão na Colônia Penal Agrícola. Lá o preso passa o dia trabalhando e não fica recluso em uma cela o tempo todo. Entretanto, a Justiça Federal informou que o advogado deve continuar em regime fechado porque tem outros processos tramitando contra ele. Caso Bertholdo receba mais alguma condenação definitiva e sua pena ultrapasse oito anos, ele perde o direito ao regime semi-aberto.
A reportagem da Folha tentou entrar em contato com os advogados de Bertholdo, porém foi informada no escirtório deles que ontem estariam viajando e só poderiam comentar o assunto hoje.


