O ex-procurador de Curitiba Cid Campêlo, que atua como um dos advogados do PFL, disse ontem que aposta na cassação dos 20 minutos que o PSDB tem direito no primeiro semestre do ano que vem, ano eleitoral. Ele fez referência ao procedimento judicial ajuizado ontem na corregedoria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), contra o programa do PSDB que foi ao ar na noite de segunda-feira. O procedimento não foi concluído até ontem.
O ex-procurador alegou que não pediu suspensão do programa que acabou tornando-se um ‘palanque eleitoral’ do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB). Mas a Corregedoria do TRE voltou a informar ontem à Folha que o pedido negado na sexta-feira, pelo juiz eleitoral Alceu Ricci, tinha como objetivo a suspensão do programa que foi ao ar.
Campêlo manteve contatos com o governador Jaime Lerner (PFL) e com o chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL). Ele rebateu as críticas feitas pelo ex-governador Álvaro Dias de que o governo tentou cerceá-lo do direito de se expressar publicamente. ‘‘Não tentamos impedi-lo, o que contestamos é o desvirtuamento claro dos objetivos do programa partidário’’, afirmou.
O governador Jaime Lerner não quis comentar ontem o ‘palanque eleitoral’ montado pelo seu adversário. O partido do governador, o PFL, questionou o desvio de finalidade do programa junto à corregedoria. ‘‘Não vi o programa e não sou presidente de partido para falar sobre isso’’, resumiu Lerner.
Coube ao chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), quebrar o silêncio. ‘‘Nós nem insistimos nesse pedido (de suspensão) por entendermos que os outros programas tinham sido inócuos’’, minimizou. Greca avalia que o pronunciamento acaba de forma indireta favorecendo a campanha da reeleição do governador.

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