Advogado diz que Vavá não tem condição de ser lobista
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domingo, 10 de junho de 2007
Danielle Chaves<br> Agência Estado 
São Paulo - O advogado Nelson Passos Alfonso, que defende o irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Inácio da Silva, o ''Vavá'', afirmou ontem, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), que o cliente é um ''homem muito simples, não tem estudos completos e, por isso, não tem condição de ser lobista''.
''Vavá'' não compareceu à entrevista, na qual pretendia esclarecer o suposto envolvimento com grampos, no caso que investiga a máfia das máquinas caça-níqueis, conhecido como Operação Xeque-mate. Vavá foi representado por Alfonso e o filho Edson Inácio Marin da Silva. As declarações foram contraditórias. Apesar de o advogado alegar que ainda não tem todas as informações necessárias para concluir o caso, afirmou que o irmão mais velho de Lula tem ''total inocência''.
''As acusações estão ocorrendo só com base em indícios da Polícia Federal (PF), mas não existem provas'', disse. Sobre um trecho de uma gravação em que Vavá diz que falou com alguém ''sobre as máquinas'', Alfonso afirmou que, diferentemente do que dizem, não se tratava de caça-níqueis, e sim de terraplenagem.
''A conversa não caracteriza o lobby'', disse Alfonso, acrescentando que ele conversaria com ''uma pessoa (cujo nome) que não pode revelar'', uma vez que o caso é sigiloso, sobre um relatório. Marin da Silva, afirmou, no entanto, não saber de quem se trata. O advogado teve acesso aos DVDs com gravações e documentos da investigação com 1.066 páginas.


