Advogado diz que MST é atacado
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sábado, 08 de abril de 2006
Roldão Arruda<br> Agência Estado 
São Paulo - Na avaliação de representantes dos líderes dos sem-terra, o aumento do número de inquéritos e ações judiciais resulta de um esforço de criminalização dos movimentos sociais. De acordo com o advogado Aton Fon Filho, da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, esse esforço está voltado sobretudo contra os dirigentes. ''Querem criminalizar os movimentos sociais. Há uma batalha propagandística, articulada com o apoio da imprensa e do Ministério Público, para colar nos dirigentes do MST o carimbo de criminoso'', diz o advogado.
Ele também afirma que o MST é atacado mesmo quando não está envolvido nas ações. Um exemplo recente e dos mais evidentes, segundo Fon, foi o da invasão dos laboratórios e do viveiro de mudas de eucalipto da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul. ''Quem prestar atenção, verá que a ação da imprensa, da polícia e do Ministério Público não foi contra as mulheres da Via Campesina, que levaram adiante aquele ato de protesto contra os crimes ambientais da Aracruz, mas sim contra o MST e, especialmente, seus representantes'', afirma.
Para Fon, outra prova de que os líderes dos sem-terra são perseguidos é o fato de as condenações de primeira instância serem anuladas em tribunais superiores. ''Por pressão da imprensa e do Ministério Público, os líderes são condenados por coisas que não são crimes. Segundo os acórdãos dos tribunais superiores, ocupação de terra para chamar a atenção das autoridades para a reforma agrária não é crime.''


