Advogado diz que liminar não garante retorno de Papin
Para o advogado de Célio Pereira, Luiz Felipe Haj Mussi, Papin agiu de forma arbitrária. ''Não se trata de assumir a prefeitura, o que ele cometeu foi um ato de invasão'', frisou. Ele explicou que no ano passado o então prefeito propôs um mandado de segurança suspendendo o andamento da CP. Os trabalhos foram suspensos até que o juiz da comarca julgou o mandado de segurança improcedente e a CP retomou seus trabalhos, cassou Papin e empossou Pereira. ''O desembargador Sérgio Rodrigues, seguramente sem ter a informação da cassação da liminar, voltou a reestabelecê-la suspendendo a CP. Mas não existe mais a CP, ela terminou'', descreveu.
Mussi considera que a decisão do TJ não se estende aos efeitos da CP, que levaram à cassação. ''No despacho, em nenhum momento ele fala em retorno do cargo ou posse de Papin'', salientou. O advogado informou que já foi instaurado um processo crime em Ivaiporã contra Papin e que na segunda-feira vai entrar com pedido de reintegração de posse para que Pereira possa reassumir o cargo. O delegado da cidade, Gabriel Junqueira, colheu depoimentos de funcionários ontem à tarde.
Na prefeitura, Papin teria trocado fechaduras, expulsado alguns funcionários e quebrado portas, de acordo com Mussi. O advogado afirmou ainda que no gabinete de Célio Pereira está toda a documentação de uma auditoria feita na prefeitura. ''Essa auditoria comprova irregularidades cometidas por Papin e nossa preocupação é resgatar essa documentação na segunda-feira'', declarou.
Auto-empossado prefeito, Papin avisou: ''Meu advogado passou cópia da decisão para eles. Cabe ao ex-prefeito procurar a Justiça, como fiz, para saber a que ele tem direito''. (F.B.)





