Curitiba - O ex-secretário de Governo José Cid Campêlo Filho pretende encaminhar ao Tribunal de Justiça (TJ), na segunda-feira, um ofício solicitando que o presidente do TJ, desembargador Oto Sponholz, declare-se suspeito para julgar o caso do secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari. O secretário reassumiu anteontem, por força de liminar assinada por Sponholz.
Campêlo Filho argumenta que o desembargador participou da solenidade de posse de Delazari e, portanto, não deveria ter julgado processo referente ao caso. ''Fiquei muito surpreso com essa decisão. O desembargador participou do ato de nomeação, deveria rever sua posição'', disse. O ex-secretário avalia que, se houver sentença final retirando Delazari do cargo, os atos assinados por ele podem ser considerados nulos. Campêlo está disposto a ir até o Supremo Tribunal Federal (STF).
Delazari, que antes de assumir a pasta atuava como promotor de Justiça, ficou dez dias fora do cargo. A volta foi possível graças à liminar concedida por Sponholz, que cassou outra liminar do desembargador Leonardo Lustosa, também do TJ, responsável pelo afastamento de Delazari de suas funções. Mas a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrou com um mandado de segurança contra a liminar que afastou o secretário e conseguiu reverter o afastamento.
A assessoria de imprensa do TJ informou que Sponholz não deve se manifestar enquanto não receber o ofício de Campêlo. Como o período é de férias forenses, quem faz os julgamentos é a cúpula do TJ.

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