Advogado diz que CPI foi 'uma farsa'
Curitiba - O advogado criminalista Antonio Augusto Figueiredo Basto, que defende os diretores da Adepol, disse ontem que não teme pela expulsão ou condenação de qualquer dos citados na CPI do Narcotráfico. Para ele, a CPI não passou de um circo armado no Estado. ''Foi um dos maiores engodos que assistimos no Paraná. Uma grande farsa. Nada foi sério e definitivo. Levaram traficantes condenados para tentar incriminar autoridades policiais. Foi o mau uso da investigação para incrementar as bases políticas dos parlamentares'', definiu Figueiredo Basto.
O advogado lembrou que nada se apurou de concreto com relação aos denunciados pela CPI. ''Para mim este é um mote de vingança sórdida do atual governo. É uma luta contra a Adepol que tem lutado pela melhoria da segurança pública do Paraná. É mais uma violência institucional'', pontuou ele.
Segundo o relatório final apresentado em 2000, que pode ser acessado até hoje no site da Câmara Federal, ''os delegados pagavam propina aos dirigentes para serem nomeados e removidos, na maioria dos casos com interferência direta de políticos regionais''. A CPI diz ainda que os ''policiais faziam vistas grossas à passagem da droga pelas cidades de Curitiba, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu''. O Paraná foi caracterizado por ser rota de passagem, sobretudo através de Foz do Iguaçu e Guaíra, cidades fronteiriças, em rotas que eram ligadas sobretudo a São Paulo e Rio de Janeiro.(L.P.)





