Brasília - O advogado do empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, Paulo Sérgio Abreu e Silva, entregou ontem às CPI dos Correios e do Mensalão documentos que contrariam a versão de que a DNA deveria R$ 9 milhões ao Banco do Brasil. Pela versão de Valério, a situação seria inversa: o Banco do Brasil deveria R$ 12 milhões à DNA. Descontados os R$ 9 milhões contestados pela CPI e pelo BB, sobrariam R$ 3 milhões, dinheiro que Valério deve reclamar à Justiça.
  ‘‘Nós chegamos à conclusão que é contrário. Quem deve não é a DNA, quem deve é o Banco do Brasil e a Visanet. Esses documentos foram todos entregues’’, afirmou o advogado. ‘‘Nós vamos mover uma ação civil contra o Banco do Brasil e vamos fazer um acerto de contas’’, declarou.
  O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse, na semana passada, que os repasses de recursos antecipados pelo BB para a DNA configuravam um esquema de desvio de recursos públicos para o ‘‘valerioduto’’. O empresário receberia dinheiro do Banco, investiria e faria a transferência para o BMG (Banco de Minas Gerais). De lá, Marcos Valério retiraria um empréstimo e repassaria o dinheiro para o PT.
  O advogado contestou a declaração de Serraglio e disse ter havido erro na interpretação dos documentos. ‘‘Ele [o relator] viu uma possibilidade de triangulação e neste momento criou-se o escândalo’’, declarou. Paulo Sérgio reafirmou a tese apresentada na semana passada pelo petista Carlos Abicalil (MT) de que havia recursos suficientes nas contas de Valério para que fosse feito o depósito no BMG sem a necessidade de receber dinheiro do BB. (Folhapress)

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