São Paulo - O advogado do ex-assessor especial da Secretaria Particular da Presidência Freud Godoy, Augusto Botelho, afirmou que as acusações contra seu cliente são ''inverídicas e absurdas''. Ele não confirmou a acareação entre Godoy e o advogado Gedimar Pereira Passos e afirmou que seu cliente somente pediu afastamento temporário do cargo ''enquanto durarem as investigações''. O Palácio do Planalto, entretanto, informou que a exoneração de Freud será publicada hoje no ''Diário Oficial''.
Godoy confirmou que se encontrou com Gedimar, mas negou que tenham conversado sobre compra de dossiês. Segundo ele, Gedimar seria contratado para cuidar da segurança do comitê do PT em Brasília ''Isto é absurdo. Ele (Godoy) não intermediou nada e não sabe dizer porque o seu nome foi citado'', disse Botelho. O advogado também não confirmou se Godoy teria entrado em contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.
Godoy se apresentou à Superintendência da PF por livre e espontânea vontade por volta das 14h30 de ontem e se retirou de lá às 17h20, sem falar com a imprensa. Segundo seu advogado, seu depoimento não durou mais que 20 minutos, sendo que por cinco minutos ele teria ficado frente a frente a Gedimar, porém não houve o confronto de depoimentos.
Botelho confirmou o que Godoy já havia dito sobre os contatos com Gedimar: que eles se conheceram por conta de um serviço a ser prestado no comitê do PT em Brasília e que eles não se encontraram mais ''que algumas pouca vezes'' nos últimos dias. De acordo com Botelho, os encontros entre Godoy e Gedimar teriam ocorrido somente duas vezes pessoalmente e três ou quatro contatos telefônicos. O advogado não soube informar se o serviço que seria feito por Gedimar foi efetivamente prestado. (Epaminondas Neto/Folhapress)

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