Advogado defende revisão no Código Eleitoral
Arquivo FolhaPara sempreEduardo Ferreira: O ideal é fazer a coisa uma vez, e bem feita.O secretário de Negócios Jurídicos de Londrina, Eduardo Duarte Ferreira, que já atuou como advogado em quatro eleições, a última defendendo o prefeito Antonio Belinati (PDT), prega uma revisão geral no Código Eleitoral. Ele é arcaico e foi feito no regime autoritário, em 1965. Está na hora de o Brasil ter seu Código Eleitoral permanente, argumenta.
Para ele, o atual Código é um saco de gato que merece ser rasgado. E cita como exemplo de arcaísmo a cédula eleitoral que consta no Código, quando o País se prepara para garantir no ano que vem as eleições informatizadas na maioria dos Estados e municípios.
Ferreira acredita que o Código Eleitoral deveria valer para todas as eleições. Para ele, não faz sentido que o Congresso dite novas regras a cada pleito. O ideal seria fixar diretrizes universais para todos os pleitos. Até pode haver normas complementares a cada eleição, mas a diretriz básica se manteria a mesma, defende.
Ele diz que as editoras chegam ao cúmulo de ter assinaturas vitalícias dos advogados especializados em legislação eleitoral. Cada legislação complementar que sai é um calhamaço e os livros vão sendo colados. Para o advogado, o novo Código Eleitoral deveria ser discutido com juristas de renome e com a sociedade. O ideal é fazer a coisa uma vez, e bem feita.
Ferreira garante que a norma básica que mais mudou nos últimos anos foi a eleitoral. Isso é um absurdo, critica, defendendo ainda a fixação de uma legislação definida para gastos. Hoje ela é esparsa, atesta. Outra crítica é em relação à propaganda eleitoral gratuita, que, segundo ele, é baseada nos interesses de cada deputado. Crítico do financiamento público das campanhas eleitorais, ele alega que o assunto não é de interesse público. Foge do princípio da moralidade. As atuações básicas do Estado já não vêm sendo cumpridas, argumenta. (P.Z.)





