Advogado defende prescrição dos atos
O advogado Ronaldo Neves, que representa o ex-diretor presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, e o ex-secretário de Governo, Wilson Mandelli, disse que irá requerer na Justiça a prescrição dos atos de improbidade administrativa imputados a seus clientes pelo Ministério Público (MP). Kyosen é citado em três das cinco ações civis públicas ajuizadas ontem pelo MP, e também é réu na denúncia criminal. Mandelli é réu em uma ação civil pública.
Neves defende que o ato de improbidade administrativa teria prescrito. ''Conta-se (o prazo prescricional) a partir do fato. Caberia ao MP propor as ações até cinco anos do fato. Então estão consideradas prescritas'', considerou. O advogado ainda defendeu a inocência dos ex-membros da administração municipal. ''O que estamos repetindo nestas ações é que o Mandelli, enquanto secretário de Governo, tinha a função de receber, tanto da administração central quanto das descentralizadas, as solicitações das licitações, ir ao prefeito mostrar as requisições e pedir ao prefeito autorização. Sempre foi do prefeito a última palavra. Isso não implica que ele tenha autorizado procedimento falso, fraudulento ou ilícito'', defendeu. ''O Kakunen era auditor interno da prefeitura e diretor presidente da Comurb. Nesta condição ele assinava os documentos encaminhados na auditoria. O presidente de fato da Comurb é o réu confesso Eduardo Alonso. O Kakunen não teve benefícios diretos ou indiretos. Era presidente de direito, mas não de fato'', argumentou.
O advogado de Eduardo Alonso, Elias Mattar Assad, que reside em Curitiba, disse que virá a Londrina na próxima semana para examinar as ações. Os demais citados na ação criminal não foram localizados pela reportagem. (C.O.)





