Curitiba - O advogado criminalista Antonio Augusto Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef, negou ontem que o cliente dele tenha feito qualquer tipo de transação financeira através do MTB Bank de Nova York, atualmente absorvido pelo Hudson Bank. ''Eu desafio a IstoÉ a provar essas denúncias que estão aí. Nada existe de verdadeiro nessas informações'', disse ontem o criminalista. De acordo com ele, Youssef jamais usou a conta número 00030101301 no MTB citada na matéria.
Basto vai acionar a revista para que apresente as provas contidas na reportagem. ''Qualquer conta agora aberta no Exterior vão querer vincular com o Alberto (Youssef). O meu cliente está à disposição da Justiça Federal e do Ministério Público para responder sobre essas denúncias. Tudo o que ele sabia, ele revelou. Quem acusar algo a mais terá que apresentar provas'', ressaltou.
Youssef é réu colaborador da Justiça desde o ano passado, quando foi preso pela Polícia Federal (PF) em Londrina. Ele foi condenado a cumprir sete anos de reclusão em regime semi-aberto pela 2 Vara Federal Criminal de Curitiba. A decisão tomou como base o crime de sonegação fiscal no valor de R$ 33,3 milhões em impostos e contribuições. O valor foi apurado na Receita Federal de Londrina durante a instrução do processo penal. Youssef terá ainda que pagar multas no valor total de 9.568 salários mínimos. Na prática, a multa ficará em torno de R$ 2,5 milhões. O doleiro é parte em 71 processos que estão tramitando no Paraná. A maior parte deles por evasão ilegal de divisas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos das prefeituras de Maringá e de Londrina e da Copel.

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