Imagem ilustrativa da imagem Advogado de Takahashi alega falta de documentos, mas Câmara confirma notificação
| Foto: Marcos Zanutto



A Câmara Municipal de Londrina notificou o advogado Anderson Mariano, que representa o vereador afastado Mario Takahashi (PV), na tarde desta segunda-feira (20) durante audiência da Publicano no Fórum de Londrina, onde o advogado representava outro cliente.

No entanto, Mariano disse que recusou receber a notificação que agendava o interrogatório de Takahashi para terça-feira (21), às 15h30, alegando falta de documentos que confirmem a reabertura do processo de instrução. "Ela (a funcionária da Câmara) não trouxe nenhum despacho da Câmara de Vereadores reabrindo a Comissão Processante (CP). Teve a decisão do desembargador, a Câmara tomou ciência hoje e cancelou, corretamente, a sessão de julgamento. Entretanto, tem que haver uma decisão de reabertura da comissão que se encerrou na entrega do relatório em 14 de agosto. Após a reabertura, o Mario (Takahashi) deve ser intimado", argumentou o advogado.

Questionado se Takahashi irá comparecer, Mariano respondeu que isso ainda será avaliado e disse que o cliente tem interesse em falar para prestar esclarecimentos. "Foi por isso que entramos na Justiça", acrescentou. Procurado pela reportagem, a assessoria de imprensa da Câmara confirmou o interrogatório para tarde desta terça-feira na sala de reuniões da Câmara. A defesa de Rony Alves (PTB) também foi notificada e o vereador pode acompanhar o depoimento.

De acordo com informações da Procuradoria Jurídica da Casa, o advogado de defesa de Takahashi foi notificado às 14h30 desta segunda-feira, assinou o documento e fez uma ressalva no verso. Sendo assim, a Procuradoria considera que as defesas de Rony e Takahashi notificadas.

SESSÃO DE JULGAMENTO

O presidente do Legislativo, Ailton Nunes (PP), suspendeu a sessão de julgamento no período da manhã após parecer da Procuradoria Jurídica da Casa, que recomendou o cumprimento da liminar do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) que determinou reabertura da CP para oitiva de Takahashi, que não compareceu ao interrogatório no último dia 5. A defesa alega que uma das testemunhas, o deputado federal e candidato ao governo estadual João Arruda (MDB) não foi ouvido pelos vereadores da comissão.

"Ele (Takahashi) foi notificado. O problema que a Câmara ocultou propositalmente uma resposta do deputado João Arruda. Eles não informaram a defesa sobre o indeferimento da testemunha. Eu entrei em contato com a assessoria do parlamentar que me informou que o deputado estava à disposição. Era só a Câmara enviar uma data", contesta a defesa.

A Câmara afirma que o parlamentar foi questionado por e-mail, conforme registrado em ata da CP que investigou a atuação de Takahashi e Rony Alves, acusados de integrar esquema de cobrança de propina para mudança de zoneamento, revelado pela operação ZR3.

A CP tem prazo até a próxima quinta-feira (23) para realização da sessão de julgamento. Caso contrário, o processo é arquivado e uma comissão teria que ser aberta para apurar os fatos da ZR3. Mariano argumenta que o prazo de 90 dias "não pode prejudicar as defesas ou passar por cima da ordem legal" e disse que os vereadores assumiram o risco. "Eles como vereadores deveriam ter esse tipo de responsabilidade. Você é vereador, você tem que seguir a lei", criticou. (Com informações repórter Guilherme Marconi)

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