Curitiba - Um dos advogados do policial civil Délcio Rasera, Luiz Fernando Comegno, informou ontem que entrou com uma reclamação no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná contra o juiz da Vara Criminal de Campo Largo, Gaspar Luiz Mattos de Araújo Filho. É que ao dar prosseguimento ao processo de soltura, já que o TJ havia revogado a prisão preventiva de Rasera, o juiz Mattos de Araújo Filho acabou determinando também, através de um ofício, uma liberdade provisória ao policial civil.
Diferente da decisão do TJ, que apenas determinava que, em liberdade, Rasera deveria comparecer aos atos do processo, a liberdade provisória concedida pelo juiz de Campo Largo implica em restrições ao ex-preso, como, por exemplo, não portar arma de fogo e não permanecer em vias públicas após 22 horas. ''Ou ele não entendeu a decisão do TJ ou é uma afronta. Nós queremos retificar o termo de soltura proposto pelo juiz'', afirmou Comegno. O juiz Mattos de Araújo Filho não retornou, ontem, os recados deixados pela Reportagem.
Ontem, Rasera se apresentou ao Departamento de Recursos Humanos da Polícia Civil. Ao ser preso, em setembro do ano passado, Rasera estava lotado na Casa Civil, do Governo do Estado. Ele responde a um processo na Vara Criminal de Campo Largo por interceptações telefônicas clandestinas, quadrilha armada e advocacia administrativa. Ele é apontado pelo Ministério Público do Estado como o ''comandante'' de um esquema de escutas ilegais. Ele também responde a outro processo, na Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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