Advogado de Paladino é baleado
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sexta-feira, 04 de janeiro de 2002
Maria Duarte 
Curitiba- O advogado criminalista Cláudio Dalledone Júnior, 28 anos, de Curitiba assistente de acusação no caso Caboclinho e advogado de defesa de Francisco Paladino Júnior foi ferido num atentado na quarta-feira à noite, em Matinhos, no Litoral do Estado.
Por volta das 22 horas, o advogado, que estava sozinho em sua caminhonete, foi abordado por dois motoqueiros, que atiraram nele com o veículo ainda em movimento. Uma das balas atingiu o ombro do advogado. Uma outra acertou sua cabeça, de raspão. Mesmo assim, ele reagiu e atirou em um dos homens.
Depois de receber os primeiros socorros no Hospital Navegantes, em Matinhos, Dalledone foi encaminhado ao Hospital Evangélico, em Curitiba, onde se encontra sob observação.
Segundo sua mulher, Rafaela, uma das balas ficou alojada no corpo de Dalledone, que teve uma das costelas quebradas pelo projétil. Rafaela disse que, a princípio, o advogado não deve ser operado.
A polícia ainda não tem pistas que a leve aos autores do crime. A família acredita que pode ter sido uma tentativa de assalto, mas não descarta a possibilidade de o atentado estar ligado a um dos casos em que o escritório de Dalledone atua.
Foi um grande susto. Não sabemos se foi um assalto ou apenas o azar de estar na hora errada, no lugar errado, desabafou Rafaela. Ontem à tarde, ela disse que Dalledone estava bem, consciente, e passava por uma série de exames.
O advogado defende ainda o padre Adelino Gonçalves (PMDB), ex-prefeito de Mariluz, acusado de ser o mandante das mortes do vice-prefeito, Aires Domingues (PPS), e do presidente do PPS local, Carlos Alberto de Carvalho.
O delegado Clóvis Galvão Gomes, chefe da Divisão Policial do Interior, aguarda que o advogado tenha alta para ouvir a versão dele sobre o atentado.
Ontem, Dalledone, por intermédio de seu escritório, enviou nota oficial à imprensa na qual diz que foi abordado e vitimado por dois indivíduos armados, que efetuaram vários disparos contra mim, dos quais apenas dois me atingiram. No entanto, confiando no trabalho de investigação da polícia, que já está cuidando do caso, bem como das demais autoridades, peço e agradeço pela compreensão de todos para que aguardem meu restabelecimento e melhora para que, então, possa prestar maiores esclarecimentos.
O PMDB do Paraná distribuiu nota de repúdio ao atentado. Segundo o presidente estadual do partido, senador Roberto Requião, o Paraná está se transformando no Estado da impunidade.


