Curitiba - No primeiro bate-chapa dos últimos nove anos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seção Paraná elegeu o advogado da área trabalhista Alberto de Paula Machado para presidir a entidade. O vice é Renato Kanayama. A nova diretoria vai comandar a OAB de 2007 a 2009. A principal proposta da chapa é fazer um diagnóstico do Poder Judiciário no Estado.
Três chapas disputaram o comando da entidade, hoje nas mãos de Manoel Antonio de Oliveira Franco. Estavam na briga a chapa XI de Agosto, do advogado Alberto de Paula Machado (da situação); a OAB Democrática, do advogado Marlus Arns de Oliveira; e a OAB de Verdade, do advogado Elias Mattar Assad.
Até o fechamento desta edição a apuração não havia sido concluída, mas não seria mais possível mudança no resultado. No início da noite, faltavam os votos de sete subseções. Pela parcial, a chapa XI de Agosto estava com 49,5% dos votos. A OAB Democrática, 32,1%, e a OAB de Verdade, 18,4%. O trabalho de apuração pode ser retomado hoje. Somente em Curitiba, a XI de Agosto teve 44% dos votos.
Machado destacou que há muito tempo não via uma campanha tão acirrada. ''Anormal era não ter oposição e outras chapas. A disputa permitiu o debate de idéias e temas importantes'', comentou Machado, no início da noite.
A central de apuração ficou no Parque Barigui, em Curitiba, onde ocorreu também a votação. A propaganda em favor dos candidatos correu solta, o que era permitido. A votação foi das 8 horas às 16 horas, com urnas eletrônicas nas grandes cidades. Nas cidades pequenas, a votação foi manual.
As eleições da OAB Paraná, que representa cerca de 27 mil advogados, mobilizaram o meio jurídico. Considerando as três chapas que disputam a Seccional e as que concorrem à direção das subseções, o número de candidatos passou de 800, segundo a Ordem.
O governador Roberto Requião (PMDB), que é jornalista e advogado, não pôde votar, justamente por ocupar a função de governador. Como teria contribuído normalmente com a Ordem desde a posse, em janeiro de 2003, prefere que o dinheiro seja revertido para uma entidade assistencial.
Em relação a denúncias, polêmicas e representações, a eleição da OAB seguiu os mesmos moldes de uma eleição para presidente ou governo, com direito a comitês e distribuição de propaganda. A troca de farpas entre os concorrentes esquentou a disputa.
Ao longo da campanha, entre outros ataques, Machado foi acusado de usar a máquina administrativa para promover suas propostas. Já Assad, presidente da Associação Nacional dos Advogados Criminalistas, se colocou como verdadeira oposição, acusando Oliveira de ser dissidente da situação.

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