O advogado do juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, Aderbal da Cunha Bergo, disse que seu cliente está ‘‘completamente tranquilo’’ em relação às denúncias que estão sendo feitas na CPI. ‘‘A CPI não tem qualquer competência para aferição de matéria jurisdicional, que é da competência exclusiva do Judiciário e do Magistrado. Quem não concorda tem direito ao recurso’’, disse. Segundo Bergo, a apuração de irregularidades em processos só cabe ao Tribunal de Justiça. ‘‘Falhas de procedimentos podem ocorrer e existem os recursos para possível correção’’. A taxista Cristiane Lopes denunciou à CPI que seu filho foi retirado pelo juiz enquanto o amamentava. A informação foi confirmada pela pediatra Marisa Viotti.
Segundo Bergo, o filho foi tomado porque a mãe já tinha demonstrado não ter condições de cuidar da criança. ‘‘Em matéria de menores, o que interessa sobretudo é o interesse do menor e não o da mãe e do pai, que vão sofrer’’. ‘‘Prolongar o contato do filho com mãe que já manifestou não ter condições de cuidar dele, com estudos sociais feitos por uma equipe técnica, é ser, no mínimo, sádico’’, disse.

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