O deputado federal José Janene (PP) entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar as investigações da Polícia Federal (PF) sobre lavagem de dinheiro contra sua mulher, Stael Fernanda de Lima, e os assessores Meheidin Husseis Jenani e Rosa Alice Valente.
A reclamação impetrada pelo advogado Adolfo Góis pretende suspender o inquérito e impedir que os agentes federais abram oito malotes apreendidos na última quinta-feira durante operação de busca e apreensão realizada simultaneamente em Londrina, São Paulo e Barueri.
''Nós estamos alegando que a PF está usando familiares e assessores para investigar o deputado. É uma operação indireta contra ele'', disse, em referência ao fato de que Janene, por ser deputado, goza de foro privilegiado e só pode ser alvo de inquérito com autorização do STF. ''Estão usurpando a competência do Supremo'', acusou Góis.
O inquérito policial apresenta indícios de que os assessores do ex-líder do PP usaram recursos do valerioduto esquema de arrecadação de verbas operado pelo empresário mineiro Marcos Valério para adquirir 12 propriedades para a esposa do deputado, entre elas uma mansão avaliada em R$ 2 milhões no condomínio de luxo Royal Golf.
De acordo com Góis, o recurso ao STF deve ser julgado pelo ministro César Peluzo. A assessoria da PF não foi localizada ontem para responder às reclamações da defesa do deputado Janene.

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