Advogado de Costa contesta tese de ameaça a testemunhas
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sábado, 28 de setembro de 2002
Giovana Kindlein<BR>Reportagem Local 
As evidências de que o ex-delegado regional do Trabalho do Paraná (DRT/PR), Celso Soares da Costa, detido no Centro de Triagem de Curitiba por suspeita de fraude em dois processos licitatórios na prefeitura de Londrina estaria fazendo ameaças às testemunhas, será contestada amanhã por seu advogado Adolfo Góis. ''Os depoimentos, nos quais se baseiam o juiz (José Marcos de Moura) e o desembargador (Clotário Portugal Neto) são fatos pretéritos'', afirmou.
Góis deve protocolar segunda-feira, às 9 horas, o agravo na 1 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, contra o indeferimento do desembargador Clotário Portugal Neto ao pedido de habeas corpus, que fundamentou-se na necessidade de prisão cautelar, ''uma vez que restou evidenciado nos autos que o paciente tem feito ameaças às testemunhas''. A tese do advogado é de que: ''Se, eventualmente, Costa ameaçou alguém, isto foi em 1999''. Caso entre com o agravo, o julgamento poderá ocorrer em uma das sessões do TJ, na próxima quinta-feira.
Para ele, não existe contemporaneidade entre as supostas ameaças e o trâmite processual. ''Não há qualquer indício de que Costa tenha tumultuado a investigação este ano. Hoje, o advogado estuda as três possibilidades: o pedido de reconsideração da negativa da liminar, o agravo e o julgamento do mérito do habeas corpus.
De acordo com o advogado, a defesa aguarda o julgamento do mérito do habeas corpus. ''Pretendo expor esta tese através de sustentação oral'', argumentou, conforme lhe faculta o regimento interno do TJ.
Sobre as declarações das duas testemunhas, feitas à Folha, de que teriam sido ameaçadas, Góis retrucou: ''Passaram-se três anos das supostas ameaças e nada houve em detrimento da integridade física e psíquica dos dois''. Costa foi afastado do cargo na DRT esta semana.


