Curitiba – Depois de arrolar a presidente da República, Dilma Roussef, como testemunha de defesa do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró na apresentação de sua defesa preliminar frente à Justiça Federal do Paraná, o advogado Edson Ribeiro voltou atrás e retirou o nome da presidente reeleita do rol de testemunhas.
O pedido havia sido protocolado no início da tarde de ontem, na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Cerca de três horas depois, entretanto, o defensor informou que o nome de Dilma Rousseff havia sido colocado "por engano" entre as testemunhas. Conforme ele, ‘uma vez que a decisão sobre a aquisição das sondas foi privativa da Diretoria da Petrobras, não passando pelo Conselho de Administração, onde a testemunha ora substituída exercia a Presidência, sendo, portanto, despicienda (desnecessária), sua oitiva".
"Como as aquisições das duas sondas foram aprovadas pela diretoria, não se justificaria a convocação da presidente da República. À época ela fazia parte do Conselho de Administração, portanto, o que ocorreu foi um engano, ela não teria sobre o que falar. Inclusive conversei com meu cliente antes de fazer a substituição das testemunhas", reforçou Edson Ribeiro.
O nome de Dilma foi substituído por Ishiro Inagaki, empresário japonês, que teria tido participação na aquisição dos navios-sonda. O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli foi arrolado pela defesa de Cerveró. Na ação penal que tramita na Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber propina para aprovar a aquisição de dois navios-sonda para perfuração em águas profundas. O pagamento, de cerca de US$ 40 milhões, teria sido realizado pelo executivo da Toyo-Setal, Júlio Camargo que, inclusive, fechou acordo de delação premiada com o MPF.

RETORNO
O vice-presidente executivo da Mendes Jr., Sérgio Cunha Mendes, que passou por uma cirurgia para retirada de um cálculo renal na última sexta-feira no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, já retornou para a carceragem da Polícia Federal (PF). Ele está em uma cela com outros empresários presos na sétima fase da operação Lava Jato, em uma das alas da carceragem.

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