Advogado de Cacciola vai pedir habeas-corpus ao STJ
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domingo, 11 de junho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O advogado do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, Antônio Carlos Almeida Castro, afirmou ontem que pretende dar entrada em pedido de habeas-corpus para seu cliente no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Cacciola está preso preventivamente desde a semana passada. Ontem Almeida Castro foi discutir o assunto com Cacciola, que está no Ponto Zero, carceragem especial para quem tem curso superior, em Benfica, na zona norte do Rio.
Na sexta-feira, um outro pedido de habeas-corpus foi negado pela juíza Maria Helena de Cisne Cid, da 3 ª Turma do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-RJ). O habeas-corpus seria contra a negativa da liminar da juíza e para que Cacciola fique solto até o julgamento do mérito deste recurso no TRF-RJ, explicou Almeida Castro.
A preocupação do advogado é que não haja tempo para que a defesa apresente até amanhã, quando a 3 ª Turma se reúne, os argumentos necessários para libertar o cliente. A decisão da juíza, além de negar a liminar, prevê que o pedido deve ser julgado por todos os desembargadores de sua turma, depois de ouvidos o Ministério Público Federal e a defesa.
Cacciola foi preso na quarta-feira, por determinação do juiz da 6.ª Vara Federal, Abel Gomes, a pedido do Ministério Público Federal, temeroso de que ele fosse prejudicar o andamento do processo. Em gravações de conversas telefônicas feitas pela Polícia Federal, o dono do Marka referiu-se a desembargadores como pilantras e disse que pretendia sumir com o ex-contador do seu banco, Eliel Martins - também indiciado.


