Advogado de Barbosa nega manobra para adiar CP
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sexta-feira, 09 de dezembro de 2011
Patrícia Alves /Redação FolhaWeb 
A reunião da Mesa Executiva da Câmara Municipal de Londrina que iria discutir o pedido de abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito Barbosa Neto (PDT) nesta manhã (9) foi cancelada.
A CP se refere à investigação sobre possível desvio de dinheiro da saúde, investigado pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) durante a Operação Antissepsia. O encontro será realizado na próxima terça-feira (13), às 10h.
A suspensão dos trabalhos foi solicitada pelo advogado do prefeito, João dos Santos Gomes Filho, que contestou a participação do vereador José Roque Neto (PTB) na reunião que tratará da Denúncia 2/2011, ajuizada pelo vereador Joel Garcia (PP).
"O motivo do meu pedido é absolutamente técnico. Eu li na ata da reunião da Mesa a intenção do ilustre edil Professor Rony de afastar da Mesa Diretiva, que vai decidir a instauração de uma Comissão Processante o Padre Roque, ao argumento que ele não poderia participar porque não teria assinado o relatório e não teria se manifestado a respeito do que pensa. Esse motivo, com todo o respeito, é absolutamente irrelevante do ponto de vista jurídico e regimental e fere de morte o devido processo. Essa é a razão da defesa querer se manifestar, para que não haja uma ilegalidade. Para que seja preservada a atuação devida", declarou o advogado.
O pedido da defesa está em análise pela procuradoria. Caso seja mantida a participação do vereador José Roque Neto o caso poderá ser arquivado por três votos a dois.
O advogado nega que a petição seja uma manobra política para adiar a votação da CP: "Não há nisso malícia, não há exercício protelatório, até porque o trabalho poderia ser suspenso eu chamado e ouvido. Vamos deixar claro que isso não é estratégia para protelar nada. Não consultei o prefeito e nem preciso consultar para protocolar petições em seu favor. Eu tenho uma petição onde ele me autoriza a fazer. Ele sequer dessa petição tinha conhecimento".
"A tese é política, e não jurídica. Eu vou pedir para os senhores edis que exerçam a política na hora de decidir e poder votar, que eles não precisam fundamentar, então eles fazem o que bem entenderem. Mas a condução do processo, é técnica, é jurídica, e é o mínimo de dignidade que podemos negociar", argumentou.
(Colaboraram Paula Barbosa Ocanha e Tatiana Ribeiro)


