Curitiba - O advogado Juliano Breda, um dos que representam os proprietários do extinto bingo Village Batel, classificou a prisão dos empresários como ''desnecessária e ilegítima''. Ele afirma que os empresários negam veementemente as acusações e garantem que nunca fizeram qualquer pagamento de propina a funcionários da Jucepar.
''A defesa considera a prisão desnecessária e ilegítima. Trata-se de um fato antigo, ocorrido há três anos. Os bingos já não funcionam e eles não oferecem perigo algum, motivo que poderia justificar a prisão'', disse Breda. A reportagem da FOLHA entrou em contato também com o advogado Osmann de Oliveira, que representa Marcus Antônio Cury, ex-funcionário da Jucepar. Oliveira, no entanto, estava fora de Curitiba e preferiu não se manifestar antes de se inteirar da situação de seu cliente. O advogado de João Luiz dos Santos não foi localizado pela reportagem.
O procurador da Jucepar, Luiz Afonso Diz Cleto, por sua vez, esclareceu que Santos e Cury não são funcionários da junta desde junho de 2004. ''Eles foram afastados da Jucepar por outras razões'', diz. Cleto admitiu que a tramitação de um requerimento de alteração contratual em menos de três horas ''não se explica''. ''Em média, eles levam de um a dois dias para serem arquivados. Para ser feito em três horas, só se alguma coisa muito estranha aconteceu'', afirma.
Segundo Cleto, após descoberta a fraude, a alteração no endereço do bingo foi cancelada pela direção da Jucepar assim que a fraude foi descoberta. ''É de interesse da junta o esclarecimento de todos os casos que apontam o inusitado'', explica. O procurador diz ainda que este foi o único caso registrado envolvendo um bingo e que não tem conhecimento de outros casos de propinas recebidas por funcionários da Jucepar. (R.L.)

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