O criminalista carioca Diogo Malan aprovou a iniciativa do presidente Fernando Henrique Cardoso, que, na segunda-feira, apresentou o Código de Ética destinado a altos funcionários da União. As medidas foram anunciadas juntamente com outras ações para evitar desvios de verbas públicas. O criminalista – filho do ministro da Fazenda Pedro Malan – fez palestra ontem à noite, no auditório da OAB-Londrina, sobre ‘‘Crimes do Colarinho Branco’’. A palestra fez parte do Seminário de Atualização Jurídica, promovido pela própria OAB.
‘‘Todos os países já possuem um código como este, o nosso foi inspirado no modelo norte-americano’’, afirmou o advogado, que tem 25 anos e é mestre em criminologia. Para ele, conter o chamado crime do colarinho branco exige uma série de ações. ‘‘Quem apresenta soluções simples para um problema como este está equivocado. É um tema complexo e que exige uma solução deste nível’’, afirmou Malan.
Entre as justificativas para a prática deste gênero de crime estão a impunidade e a morosidade da Justiça. Malan afirma que a legislação também poderia incentivar a investigação. ‘‘A sociedade tem dificuldades para perceber o dano do crime de colarinho branco, que tem percepção mais difícil’’.
Além de Diogo Malan, o professor da José Carlos Tórtima, da Fundação Getúlio Vargas, também participou do seminário ontem à noite, em Londrina. Ele falou sobre ‘‘Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional’’, tema do livro lançado pelo jurista pela Editora Lúmen Júris.

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