Advogado anuncia nova ação contra transação
Lúcio Horta
De Londrina
O estudo apresentado anteontem na Câmara de Londrina pelo perito Daniel Felippeto, mostrando que a venda das ações da Sercomtel para Copel poderia ter tido um ágio maior se fosse realizada em bolsa de valores, vai embasar uma nova ação popular para tentar anular a transação. A informação foi dada ontem pelo advogado Ronaldo Neves, de Londrina, que representa um grupo de cinco pessoas, liderados pelo médico Altair Mocelin. Essa perícia reforça a idéia de que a venda direta das ações para a Copel foi lesiva para os cofres públicos de Londrina, alegou Neves.
O advogado acredita que a venda em bolsa de valores teria atraído um maior número de interessados, o que fatalmente melhoraria o valor dos lances. Inclusive na época o jornalista Luiz Nassif escreveu um artigo justamente dizendo isso, que se a Sercomtel tivesse sido comercializada na bolsa o ágio seria maior. Além disso, essa venda direta ocorreu na contramão do próprio processo de privatização adotado pela União, observou.
Neves completou: Na verdade, o que houve foi uma venda de compadres, um acerto entre comprador e vendedor, como se (a Sercomtel) fosse uma coisa privada. E o município saiu lesado.
O advogado já havia encaminhado outra ação popular, em 96, constestando a transformação da Sercomtel de autarquia para sociedade anônima (S/A). A ação foi julgada improcedente na 10ª Vara Cível de Londrina e hoje encontra-se em fase de recurso no Tribunal de Justiça. Vou solicitar cópia da perícia (de Felippeto) para juntar a essa ação, demonstrando que não havia zelo pelas coisas públicas.
Além da ação popular, um grupo de 2,5 mil proprietários de terminais telefônicos de Londrina está pleiteando na Justiça o ingresso compulsório na sociedade da Sercomtel.





