O advogado Alessandro Moreira Cogo, que representa o Instituto Atlântico e seu presidente, Bruno Valverde, afirmou que as defesas, tanto no âmbito criminal, quanto com relação à ação civil proposta ontem, já estão sendo encaminhadas.
''O Bruno (Valverde), esteve ontem no escritório. Obviamente nós não devemos revelar o teor da defesa, até por uma questão estratégica, mas posso afirmar que há, ao menos, uma excludente de ilicitude muito clara, que é imputada ao meu cliente'' afirmou o advogado. Cogo revelou também que, em todos os momentos, Valverde afirma que agia por medo. ''Ele sempre foi pressionado por peixes maiores'', alega.
Sobre a inclusão do Intituto Atlântico e de Valverde na ação civil pública, Cogo disse que a defesa ainda não teve acesso ao autos, e que por este motivo não poderia dar mais detalhes. ''O juiz pode primeiro tanto conceder quanto negar o pedido inicial antes de abrir vistas às partes'', afirmou.
A reportagem tentou entrar em contato com o empresário Wilson Vieira, porém foi informada de que ele estaria viajando. O secretário de Planejamento, Fábio Góes, também não foi encontrado.
Até o fechamento da edição, os advogados de defesa dos outros acusados - Ana Laura Lino, Ruy Nogueira e Ricardo Ramirez - não foram localizados pela reportagem.

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