O advogado Ronaldo Neves, defensor de Kakunen Kyosen, afirmou que ainda hoje entrará com um pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba. Ele acredita que, como o período é de férias forenses, o caso será analisado extraordinariamente pelo presidente do tribunal, Vicente Troiano Neto. ‘‘Não tenho dúvidas que vamos obter a determinação para a soltura em três ou quatro dias’’.
Neves está certo que o TJ dará parecer favorável a seu recurso, baseado na liminar do desembargador Otto Sponholz, de 10 de maio. Na ocasião, o TJ concedeu habeas-corpus a Antonio Belinati, ao ex-secretário de Administração e Governo Wilson Mandelli e ao ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan, todos acusados pelos mesmos crimes imputados pelo Ministério Público (MP) a Kyosen: peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Sponholz considerou que nenhum deles ameaçava a ordem pública, um dos pressupostos para a prisão. ‘‘A situação é a mesma agora. Ou até mais favorável aos acusados, já que na época havia um movimento orquestrado que poderia ser chamado de clamor popular. Ocorre que houve uma desmobilização deste movimento. Não há mais clamor popular.’’
Para Neves, a prisão provisória é uma medida de exceção, que não cabe contra seu cliente. ‘‘Ele trabalha, tem residência fixa, não pode mais cometer reincidência pois não ocupa mais cargo público, não é um elemento perigoso para a sociedade, enfim a prisão não se sustenta’’.
O advogado também atacou o MP e a juíza Fabiana Karam. ‘‘Estão procurando um (ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luiz Antônio) Paolicchi, um Lalau (o juiz aposentado Nicolau dos Santos Filho) para dizer que estão fazendo alguma coisa’’. (L.F.M.)

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