Thélio de Magalhães
Agência Estado
De São Paulo
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal e Justiça (TJ) do Estado de São Paulo, por unanimidade, concedeu ontem habeas-corpus ao advogado Arthur Eugênio Mathias, revogando a prisão preventiva dele, decretada pela Justiça de Igarapava, no processo em que é acusado de ser o mentor de uma quadrilha de ladrões de cargas. Mathias, que foi apontado pela CPI do Narcotráfico na Câmara dos Deputados como braço jurídico do tráfico de drogas, estava preso desde 30 de novembro, no 35º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Campinas (SP).
Os deputados da CPI receberam a notícia com naturalidade. ‘‘Não me cabe contestar uma decisão judicial’’, afirmou a deputada Laura Carneiro (PFL-RJ). ‘‘Só nos resta correr atrás de mais provas’’, disse. O deputado Robson Tuma (PFL-SP) prefere também não comentar a decisão. ‘‘A CPI acata o que a Justiça decide’’, disse. Tuma foi acusado pelo advogado de Mathias de ter instigado o motorista Adílson Frederico Dias Luz a incriminar o cliente, junto com o deputado Celso Russomanno (PPB-SP) e os promotores do caso. ‘‘O próprio Adilson já disse durante a CPI que testemunhou contra Mathias sem sofrer qualquer tipo de pressão’’, afirmou. ‘‘Não existe mais nada o que falar sobre o tema.’’

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