Adversários reagem com indiferença e revolta
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quinta-feira, 23 de setembro de 2004
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mantém o ex-prefeito Antonio Belinati (PSL) como opção nas urnas do eleitorado londrinense, no próximo dia 3, encontrou indiferença e revolta entre os outros sete adversários.
Na opinião do candidato à reeleição, Nedson Micheleti (PT), a estratégia agora é visar o segundo turno, sem se importar em ganhar o primeiro. ''Nem tenho essa meta, mas vou fortalecer a veiculação das minhas realizações como prefeito'', comentou. De acordo com ele, o desafio de vencer Beinati vai ser ''grande, pois ele é um adversário forte, difícil''.
Terceiro colocado nas últimas pesquisas encomendadas pela Folha ao Instituto Experience, de Curitiba, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) também garantiu que a decisão não altera em nada o cronograma da campanha nem mesmo a intenção de disputar um lugar no segundo turno. ''Vamos fazer o jogo da verdade; agora o povo é quem tem a decisão nas maõs'', definiu o tucano.
Visão semelhante à de Hauly, mas um pouco mais otimista, é a do deputado estadual Barbosa Neto, prefeiturável pelo PDT. ''Vamos ao segundo turno, estamos esperançosos'', declarou, para completar: ''A campanha se concretiza no dia da eleição, e muitos que saíram na frente em pleitos passados perderam''.
O coro foi quebrado com a deputada estadual Elza Correia, do PMDB. Revoltada e pessimista com a decisão do TSE, Elza também frisou que não vai alterar o ritmo de campanha, mas criticou a votação que manteve o ex-prefeito cassado na disputa. ''Acho que isso macula imagem da Justiça do Paraná, que tinha determinado a impugnação dele'', disse, referindo-se à votação unânime do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no início do mês. ''Prevalece a impunidade, e fica a pergunta: o Paraná está equivocado, é incompetente?'', reclamou, cmepletando: ''O voto é como aval: quem vota, fica cúmplice de quem é eleito''.
Alex Canziani, do PTB, afirmou que também manterá a mesma linha de ação, mas reconheceu as dificuldades com Belinati na disputa: ''Agora fica mais previsível a eleição, e ele volta inclusive mais forte'', apostou.
Félix Ribeiro, do PMN, também acredita que a decisão em muito pouco vai alterar o quadro. ''Para os candidatos que estavam na dependência de escolherem adversários, muda muito. Para mim, não''.
Em posição parecida com a de Elza, o vice de Naudemar Nascimento (PV), Lázaro Gorini, contestou a decisçao do TSE. ''Londrina corre o risco de ser expoliada de novo, pois está na boca do lobo novamente. Estou desapontado''.


