Adversários políticos se unem para derrotar Dante
Adversários políticos se
unem para derrotar Dante
Os pré-candidatos a governador de Mato Grosso e senadores Carlos Bezerra (PMDB) e Júlio Campos (PFL) anunciaram ontem um acordo para derrotar o governador Dante de Oliveira (PSDB). Em 1994, Oliveira recebeu o apoio de Bezerra e o PMDB participou do governo até abril.
O estremecimento das relações políticas entre os dois companheiros começou depois do anúncio do PSDB da candidatura de Oliveira à reeleição. Bezerra, que esperava receber o apoio do governador, passou a criticar Oliveira e o governo e, apoiado na sugestão do marketeiro Chico Santa Rita, conseguiu aprovar em convenção do partido o rompimento com o tucano. Agora, Chico Santa Rita vai fazer consultoria à campanha de Campos.
Feito o rompimento, quatro secretários de Estado, filiados ao PMDB, revoltados com a atitude de Bezerra, optaram por continuar no governo e deixaram o partido. No interior, o ato foi seguido por outros peemedebistas ligados aos secretários. A partir daí, as conversas entre Campos e Bezerra foram intensificadas, culminando com o anúncio de ontem, do acordo denominado Pacto por Mato Grosso. O texto, assinado por seis partidos, diz respeito apenas a questões programáticas, sem nenhuma justificativa política sobre o acordo.
A composição da chapa completa da coligação liderada pelo PFL, PMDB e PTB será divulgada no dia 25, depois de resolvida a geografia das candidaturas regionais, como afirmou Campos. Inimigos históricos, Bezerra e Campos governaram Mato Grosso e, no passado, trocaram acusações políticas e pessoais. Faço política, não politicalha, era o que dizia Bezerra. Na política, não há amizade que não se possa separar e nem inimigo que não se possa aproximar, disse Campos, recorrendo a uma citação do ex-presidente Getúlio Vargas para justificar a aliança firmada com Bezerra. Pelo acordo, Bezerra, que está na metade da legislatura, concorrerá novamente ao Senado, na chapa de Campos, deixando o restante do mandato para o suplente e ampliando a permanência no Senado por mais quatro anos, em caso de vitória, como fez recentemente o senador Amazonino Mendes, no Amazonas. (AE)





