Adversários não poupam críticas em Curitiba
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domingo, 31 de outubro de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Ao votarem pela manhã de ontem em Curitiba, os dois candidatos que concorrem à prefeitura, Ângelo Vanhoni (PT) e Beto Richa (PSDB), não pouparam críticas. Beto, que estava acompanhado de sua mulher Fernanda e do candidato a vice-prefeito, Luciano Ducci (PSB), aproveitou a oportunidade para mostrar à imprensa um panfleto apócrifo (sem assinatura do responsável) que afirmava que ele iria subir a passagem de ônibus caso eleito. Já Vanhoni, que estava acompanhado de sua mulher Malu, do seu vice Nizan Pereira (PMDB), do governador Roberto Requião (PMDB) e do vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), criticou a pesquisa divulgada pelo Ibope no último sábado.
O candidato do PSDB, que começou o domingo indo à missa, reclamou das acusões ''infundadas da oposição para difamar sua campanha'' na hora da votação. Ele estava com um panfleto que dizia que iria subir o preço da passagem do transporte coletivo de Curitiba para R$ 2,50 se eleito. Em janeiro desse ano, quando Beto assumiu a prefeitura na posição de vice-prefeito abaixou o preço da passagem que tinha sido recém reajustada pelo prefeito de Cassio Taniguchi (PFL). Na época, a presidente da Urbs, órgão responsável pelo transporte, Yara Einsenbach, foi demitida porque Beto colocou em dúvida os números da planilha que compõe o preço da passagem. Contudo, ontem ela foi vista votando com uma camiseta de Beto.
Vanhoni, que novamente esqueceu seu título de eleitor e votou com a carteira de identidade, alegou que no primeiro turno a pesquisa do Ibope divulgada nas vésperas das eleições estavam erradas. ''A publicação de pesquisas de um único instituto em véspera de eleição sempre pode conduzir a erros'', afirmou o candidato do PT.
Quanto à manutenção da aliança entre o PT e o PMDB nas eleições para o governo do Estado em 2006, tanto Vanhoni quanto Requião afirmaram não ter nada acertado. ''Não estamos pensando em 2006 ainda. Fizemos a aliança para ter força política. Daqui dois anos é outra discussão, mas acredito que temos toda condições de estar juntos'', afirmou Vanhoni. Já Requião afirmou ''que não tem bola de cristal e que vai proceder conforme sua consciência manda em cada momento.'' ''Aliança política para mim não é negócio, a eleição não é mercado. Apoiei quem devia ser apoiado e não espero retorno. Se tiver retorno vai ser voluntário das forças que estiveram conosco agora.''


