Brasília - O enfoque que o governo quer dar para as ações sociais, voltadas para as periferias das regiões metropolitanas, causa polêmica. Os adversários políticos dizem que se trata de um projeto eleitoral porque é lá que está a maioria do eleitorado. A médica Zilda Arns, da Pastoral da Criança, diz que é preciso cuidado, pois há o risco de essa ação se transformar num atrativo para levar mais moradores do interior para as grandes cidades. ''Não podemos esquecer o interior porque as pessoas podem ver as grandes cidades bem assistidas e migrar para lá'', afirmou Zilda.
''O que o governo propõe não passa de uma grande jogada eleitoral porque, ao levar seus programas assistencialistas, como o Fome Zero e outros, para as grandes cidades, atinge muito mais facilmente os eleitores, concentrados numa grande região. Ganha uma visibilidade que não tinha. É coincidência demais fazer isso num ano eleitoral'', diz o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN). ''Só num ano eleitoral o governo descobriu que há problemas na periferia? Por que resolveu esperar um ano?'', ataca. (Agência Estado)

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