Adversários dizem que eleição fez Cassio recuar em multas
Adversários dizem que eleição
fez Cassio recuar em multas
Arquivo Folha O prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL) (foto) cedeu às pressões ao anunciar no último fim de semana pacote de medidas que abranda a autuação de multas por radar na capital. Taniguchi não confirma o recuo, mas os aliados do governador Jaime Lerner (PFL) não têm dúvida de que a briga antecipada pela reeleição se sobrepôs ao projeto administrativo do prefeito. A administração Taniguchi vem sendo bombardeada há meses, acusada de instituir uma indústria da multa. As críticas nasceram com o presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), e tomaram peso com os protestos recentes da oposição.
Teve de ceder e fez muito bem, avaliou ontem Aníbal. O deputado gostou do pacote anunciado pelo prefeito que, em alguns casos, aumenta o limite de velocidade. Em outros, anistia infrações gravíssimas como avançar sinal vermelho, punindo o condutor somente na terceira autuação. O deputado achou, entretanto, que faltou humildade política na forma de comunicar as regras. Acho que o Cassio deveria ter assumido o erro. Acho bonito quando um governante faz isso, não gera desgaste. A humildade é uma virtude e deve estar presente em todos os homens públicos. O Cassio deu o primeiro passo para ganhar as eleições, avaliou Aníbal.
Parte interessada na sucessão de 2000, o pré-candidato do PTB à prefeitura, deputado Ricardo Chab, disse que o pacote anunciado por Taniguchi é ilegal. É a mesma coisa que a autoridade policial perdoar dois crimes e punir somente na terceira vez. Isso não vai resgatar popularidade. Curitiba sepultou o Código de Trânsito, alfinetou.
Beto Richa e Carlos Simões, outros dois petebistas interessados na sucessão, classificaram a medida como boa. Houve, claro, apelo eleitoral. Vai dar uma amenizada boa nesse processo, avaliou Richa. Carlos Simões acha que a situação vai melhorar. O prefeito foi inteligente, concluiu.
A Prefeitura de Curitiba classificou como normal o bombardeio dos aliados de Lerner interessados no processo sucessório de 2000. A avaliação interna é de que o pacote de medidas não fere o Código de Trânsito e que esvaziou totalmente o discurso que vinha sendo mantido contra Taniguchi. (L.D.)





