Adur deixa o governo para fazer campanha
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de setembro de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu), Renato Adur, está deixando o governo até o final do mês que vem. Adur é tido como um dos mais ''devotos'' auxiliares do governador Roberto Requião (PMDB). Ele irá deixar o cargo para se dedicar a campanha política de reeleição de Requião no ano que vem. Oficialmente, ele está deixando o cargo para se dedicar às atividades profissionais. Adur atua na área editorial. ''Desenvolvi por três anos um trabalho estratégico dentro do governo. Defini que iria ficar até o final deste ano, mas tenho que terminar alguns programas que iniciei. Devo sair até o final de outubro'', ponderou Adur.
Adur disse que compete ao governador fazer a substituição. Ele não deverá preparar ninguém para o cargo. Entre os projetos que deverão ser terminados antes de entregar oficialmente o cargo de secretário, estão a aprovação da Lei do Paraná Cidade e o Financiamento de Máquinas e Equipamentos para os Municípios. O secretário irá preparar um discurso sobre os três anos de administração na Sedu para apresentar na sua despedida, durante a reunião semanal do secretariado.
Requião confirmou que Adur deverá deixar a pasta. Mas antecipou a saída do secretário. ''Ele vai deixar o cargo até o final deste mês'', afirmou o governador. Adur é o segundo político que deixa o cargo dizendo que irá se dedicar a campanha de Requião nas eleições de 2006. O empresário do comunicação Luis Mussi também deixou o cargo de secretário de Indústria e Comércio com o mesmo discurso. Na época, Mussi disse que voltaria às atividades profissionais e se dedicaria à campanha de Requião para o ano que vem.
Requião não quis comentar informações de que Airton Pisseti (secretário de Estado de Comunicação) e Benedito Pires (chefe da imprensa) iriam deixar os cargos. Eles teriam apresentado o pedido de demissão depois da decisão do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa, inocentando o deputado estadual Edson Praczyk (PL) das acusações de que teria pedido verba publicitária para rádios em que atua em troca de apoio político. O processo foi arquivado por falta de provas. Dentro do Palácio Iguaçu, se comenta que os dois deixaram os cargos à disposição do governador que teria resolvido que não faria mudanças no setor de comunicação. Ontem, Requião reforçou que nenhum dos dois deverá deixar os cargos.


