Aduel condena contratação de assessorias
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Cristiane Oya De Londrina 
A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Londrina (Aduel) manifestou ontem posição contrária à contratação, sem processo licitatório, de assessorias contábil e jurídica para fazer um levantamento em documentos que comprovariam denúncias de corrupção na universidade. A contratação foi decidida pela Comissão Especial de Investigação do Conselho Universitário. O grupo entendeu que a realização de uma licitação demandaria mais de 30 dias, o que poderia inviabilizar a apuração das denúncias. Também foi decidido que o trabalho será pago com recursos da comunidade externa.
De acordo com o manifesto da Aduel, divulgado ontem, é preciso calma e método para investigar as denúncias. A entidade também entende que a responsabilidade pelas despesas com asssessorias é da própria universidade, e não da comunidade externa. A universidade pública tem que pagar suas despesas com dinheiro público. A única justificativa apresentada para a contratação sem licitação é a pressa, que é subjetiva. O que tem que se fazer é apurar; quanto tempo vai demorar é secundário, afirmou o presidente da Aduel, Evaristo Colmán.
Colmán também questionou a legalidade do relatório da comissão, se embasado em pareceres das assessorias. Me parece que o trabalho, através desse caminho que o C.U. está seguindo, pode vir a ser impugnado. Vamos supor que os investigados, diante da possibilidade de ilícitos, podem vir a questionar lá na frente o resultado, pois as assessorias não foram contratadas através de licitação, indagou.
Conforme a assessora jurídica da UEL, Marinete Violin, a contratação das assessorias pela comissão sem processo licitatório não é irregular. Eu entendo que a ausência da licitação não vai levar à impugnação. A questão é se a UEL estivesse pagando a licitação seria obrigatória, mas da forma que eles (comissão) estão fazendo não há o que questionar, garantiu.
A comissão que investiga o furto de computadores do prédio da reitoria, as denúncias de corrupção feitas pelo apresentador de TV, Márcio Mello e pelo ex-vice-reitor Márcio Almeida, e a evolução da folha de pagamentos da instituição, tem até o dia 18 para apresentar relatório final.


