O Instituto Adolfo Lutz concluiu que o café servido aos deputados federais e aos frequentadores da Câmara está longe dos padrões mínimos recomendados para o consumo humano. Fabricado pela Indústria e Comércio de Café, de Uberaba, no Triângulo Mineiro, o Café Belém, analisado pelo instituto, apresentava ‘‘teor de resíduo mineral fixo (areia e terra) e cascas e paus acima do limite máximo tolerado’’, de acordo com o laudo do Adolfo Lutz.
Segundo o diretor, a empresa terá até o fim desta semana para se explicar. A Câmara resolveu encaminhar uma amostra do Café Belém para análise no Instituto Adolfo Lutz em virtude das frequentes reclamações de deputados e servidores sobre o sabor do produto.
O Café Belém está sendo consumido na Câmara desde o início deste ano, após a empresa fornecedora ter vencido concorrência. O laudo do Adolfo Lutz que detectou a presença de impurezas no café servido na Câmara foi assinado em 15 de junho. Depois de ouvir os argumentos do fornecedor, a Câmara vai decidir sobre as providências que serão tomadas. Não estão descartados aplicação de multa, cancelamento da licitação que escolheu a empresa como fornecedora e proibição de participação em outras concorrências promovidas pela Câmara.

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