Administrar Londrina é um desafio, diz Hauly
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segunda-feira, 09 de agosto de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O candidato a prefeito de Londrina pelo PSDB, Luiz Carlos Hauly, acumula o maior currículo político entre os oito postulantes ao cargo. Há 31 anos, iniciou sua carreira como vereador (1973/1976) e prefeito de Cambé (1983/1986). Após uma passagem pela Secretaria Estadual de Fazenda (1987/1990), foi eleito quatro vezes consecutivas para a Câmara dos Deputados (de 1991 até 2006).
Em oito anos, esta é a terceira vez que Hauly disputa a Prefeitura de Londrina. Em 1996, foi derrotado no segundo turno por Antonio Belinati (PSL), eleito para seu segundo mandato. ''Fui massacrado pelo governo do Estado. No segundo turno de 1996 houve um desembarque em Londrina maior do que o desembarque americano no Iraque e ali não houve possibilidade, foi uma interferência brutal'', afirmou, se referindo ao apoio do então governador Jaime Lerner (PSB) a Belinati.
Em 2000, contrariando pesquisas, Hauly foi superado no primeiro turno pelos então candidatos Nedson Micheleti (PT) e Barbosa Neto (PDT). ''Nesta última eleição eu liderei a campanha inteira na frente, sempre com 30%, 33% das pesquisas eleitorais, e na última semana houve uma mudança brutal. Havia o entendimento de que eu iria para o segundo turno e que, portanto, era para levar o Nedson para o segundo turno para que eu pudesse ganhar mais fácil. E, daí, houve uma migração de votos meus para o Nedson e foi onde eu perdi a eleição'', analisou. ''Considero que fiz a campanha que tinha que ser feita com honestidade, garra, amor e que o processo eleitoral tem seus resultados. Eu venho de um processo eleitoral onde começo com 28 mil votos, na eleição seguinte passo para 51 mil mil, na seguinte 76 mil votos e na última 112 mil votos. Tenho uma projeção eleitoral crescente historicamente e acredito na força, no poder de comunicação das minhas campanhas e das pessoas que votam em mim como efeito multiplicador'', disse, confiante.
Para Hauly, administrar Londrina ''é um desafio''. ''É uma honra muito grande para mim poder ser prefeito de Londrina e cuidar dos interesses da população, cuidar das ruas, das praças, das escolas, creches, postos de saúde, da geração de emprego e renda. Londrina se constitui para mim realmente em um belo e grande desafio de vida'', definiu. ''Um desafio administrativo de realização, de feitos, de industrializar Londrina. Em 1988, no último ano de administração do Wilson Moreira (PSDB), Londrina tinha 6,6% do ICMS do Estado do Paraná. Hoje tem a metade, 3,3%. Depois que Wilson Moreira saiu da Prefeitura de Londrina, o Belinati foi prefeito duas vezes e o PT governou duas vezes. Houve um empobrecimento econômico de Londrina. Temos a metade do ICMS que tínhamos há 16 anos. Precisamos resgatar a economia de Londrina e acredito que esta experiência administrativa que tenho e essa projeção nacional como deputado federal, possa contribuir bastante para governar a cidade, trazer muitas indústrias e fomentar o desenvolvimento local'', afirmou.
Hauly foi o último candidato a anunciar que estava na disputa. Ele substituiu o pré-candidato a prefeito, Tercílio Turini (PSDB), que renunciou a candidatura menos de duas semanas antes da convenção do partido. No entanto, Hauly admitiu à Folha, que ainda tem em seus planos, o governo do Estado. ''Com a minha projeção política, é claro, tinha como objetivo as eleições do governo do Estado e o Senado nas próximas eleições (2006). Se eu for prefeito de Londrina terei oportunidade de mostrar o meu trabalho e, ao demonstrar o meu trabalho e da minha equipe, onde vou escolher os melhores profissionais da cidade, independentemente do partido. Ao fazer uma administração de realizações, de avanço, de consolidação do município de Londrina, ela automaticamente prepara o futuro governador do Estado. Fez isso com José Richa e acredito muito nesta possibilidade seguindo o exemplo de José Richa'', finalizou.


