O administrador judicial nomeado pelo juiz da 7 Vara Cível, José Cichocki Neto, Marcelo Tavares, deve entregar hoje pela manhã, o relatório dos procedimentos encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde, durante os 31 dias de paralisação dos servidores municipais.
Tavares foi nomeado dia 4 um dia antes do fim da paralisação para averiguar o cumprimento da tutela antecipada concedida por Cichocki, que condenou o município a retomar as atividades das unidades de saúde ''mediante adoção de medidas e providências administrativas adequadas e necessárias no prazo de 24 horas''. Em caso de descumprimento, o município e o prefeito Nedson Micheleti (PT), seriam multados em R$ 20 mil cada. O juiz ainda vedou o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv) de impedir o acesso de usuários e servidores dos postos sob pena de multa de R$ 5 mil.
''Vou entregar amanhã (hoje) ao doutor Cichocki o relatório em que descrevo os fatos que verifiquei durante as minhas visitas. Constatei que realmente foram retomadas as atividades normais e achei pertinente constatar alguns fatos, algumas deficiências, mas nada relacionado à greve, algumas dificuldades que a prefeitura vinha enfrentando e que reconhecem'', afirmou Tavares. ''São problemas físicos em algumas unidades mas, esses problemas, pelas planilhas que me foram apresentadas, a própria prefeitura já tem orçamento para nos próximos meses sanear esses problemas. A estrutura de saúde pública de Londrina é melhor do que a grande maioria dos municípios do mesmo porte'', considerou.
Segundo Tavares, os encaminhamentos adotados pela administração municipal durante a paralisação dos servidores, minimizou os prejuízos no atendimento à população. ''As atitudes que a secretaria tomou durante a paralisação foram pertinentes. Eles deslocaram pessoal na tentativa de atender todo mundo. As consultas de rotina nas UBSs sofreram por uma dificuldade na marcação. As unidades podiam atender fora da área de abrangência, não houve desabastecimento de medicamentos e vacinas'', disse.

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