Administrações usaram métodos diferentes
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segunda-feira, 06 de agosto de 2001
De Maringá 
A mecânica do desvio de dinheiro público na administração do ex-prefeito Said Ferreira, era diferente dos métodos utilizados na gestão do também ex-prefeito Jairo Gianoto. No período de 1993 a 1996 a Secretaria de Fazenda emitia cheques nominais à prefeitura, com pedido para o banco transformar o valor em cheque administrativo no nome de pessoas e empresas. As despesas eram justificadas em sua maioria como pagamentos para a Copel.
Na gestão de Gianoto (97/2000), além do mesmo método, os cheques desviados eram utilizados para pagamento de contas particulares, ou também emitidos nominais com pedido de transferência para conta de beneficiados. O Ministério Público começou a investigar os desvios em abril do ano passado, depois de a Procuradoria da República levantar irregularidades com o Imposto de Renda do ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi.
No início de outubro o juiz Mário Seto Takeguma acatou pedido do MP de indisponibilidade dos bens de Paolicchi e dos servidores Jorge Aparecido Sossai, Rosimeire Castelhano Barbosa e Waldemir Ronaldo Corrêa. Todos acusados de participar do desvio comprovado de R$ 2,6 milhões entre dezembro de 1998 a março de 1999.
Em 17 de outubro a Justiça pediu a prisão preventiva de Paolicchi, que só foi localizado e preso em 7 de dezembro, em Florianópolis. O ex-prefeito Jairo Gianoto foi denunciado no final de outubro pelo MP, que encontrou R$ 549 mil desviados nas contas particulares dele. Gianoto deixou o cargo e o partido (PSDB).
O MP já identificou o desvio de R$ 74 milhões em apenas uma das quase 40 contas da prefeitura que tiveram o sigilo bancário quebrado. O Tribunal de Contas, que já concluiu auditoria nas administrações de Ferreira e Gianoto, divulgou um rombo de R$ 107 milhões. (M.Z.)


